terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Telefonema

Ainda aos vinte e já um moribundo, sentou a mesa no fim da tarde de domingo e tentou comer na esperança de consegui alguns passos sem sentir tontura ou mesmo tropeçar em suas pernas. O telefone toca e a refeição, que refeição? Era a mãe, só podia. Mãe sente. Mente e diz que vai procurar ajuda, desliga o telefone e chora. Por maior que tenha sido o tempo em que se dedicou a aceitar a idéia de que morreria jovem na prática estava sendo um tanto mais difícil, complicado. Tenta recompor-se, não quer que os vizinhos ouçam seu choro. Enxuga os olhos, depois os abri e encara a mesa molhada. Levanta. Pega um lenço. Ajoelha de fraqueza e depois deita no centro da sala. Não levanta. Os olhos fecham. O telefone toca, mas ninguém atende.

3 comentários:

  1. NOSSA, que post triste. É algum conhecido seu?

    ResponderExcluir
  2. foi de outro dia que eu não tava muito bem, meio melodramático.

    ResponderExcluir

Vais morder ou são só beijinhos?