Ele deve ter visto meu perfil no manhunt hoje. Até a semana que vem não vou dar minhas caras lá e ele deve ficar vendo outros perfis enquanto imagina se eu vou responder ou não. Daqui a uma semana eu vou entrar no manhunt, vou responder sua mensagem e trocaremos contato. Ele vai me pedir pra ligar a webcam pra gente se vê e eu vou topar. Daqui a uma semana ele vai me ligar e a gente vai se falar, comigo sussurrando no telefone com medo de alguém me escutar. Daqui a uma semana a gente vai marcar de se encontrar na Marquês de Pombal. Vai tá chovendo nesse dia e eu vou chegar mais cedo que o combinado. Ele vai chegar de táxi, abrir a porta e me chamar pra entrar. Daqui a uma semana a gente vai descer do táxi no Príncipe Real. A gente vai comparar nossas alturas e assim como quem não quer nada eu vou olhar pra ele enquanto a gente anda sem que ele saiba de nada. Daqui a uma semana a gente vai pro Finalmente. A gente vai dançar um pouco afastado um de frente pro outro e eu vou me perguntar quando algo vai acontecer. Daqui a uma semana o DJ vai colocar We Are Young pra tocar e eu vou saber que é a hora de me aproximar. Daqui a uma semana a gente vai dá nosso primeiro beijo. Daqui a uma semana eu vou pra casa dele, a gente vai dormir junto e pela primeira e talvez única vez eu não vou querer ir embora do lado de alguém.
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terça-feira, 29 de novembro de 2016
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Casa Limpa (06)
Sonho com você durante as noites, várias vezes seguidas, situações do cotidiano. Acordo detestando o fato de ter sido apenas um sonho e não um final feliz.
domingo, 10 de fevereiro de 2013
Casa Limpa (05)
É sempre alto o preço do entregar-se ao outro. Andarei nos parafios de mãos atadas direita com a esquerda. A conquista feita em parcelas é saudável, o perigo reside em deixar-se levar pelo direito a posse ao ponto de por de lado as flores e os chocolates.O amor que nos coloca em nosso lugar de cachorro. Cabe a mim as consequencias das feridas que quem veio antes deixou, me vejo condenado a lidar com elas. O que está feito já se foi, a casa está suja. Tá todo mundo quebrado, todo mundo veio com defeito.
domingo, 20 de janeiro de 2013
Eu iria contar como me derreto com aquele sorriso, mas estou decidido a parar de contar essas coisas de amantes senão toda a gente vai pensar que estou apaixonado. Não que eu não esteja, mas não preciso que todos saibam disso. Mulher que é assim de ficar rabiscando o nome do namorado na cabeceira do caderno. Homem não faz essas coisas. É duro e não doce, salvo quando está a meter-se na boca de alguma rapariga ou rapaz que nasceu com o bixo dentro de si.
sábado, 19 de janeiro de 2013
Casa Limpa (04)
Todas as coisas têm um outro lado com a mesma intensidade. Se ontem sentia que iria explodir de insegurança, hoje eu me sinto nas mãos de deus como diriam os crentes. É uma mistura de antônimos que borbulham no estomago. Um sal de frutas não resolveria. Deixei morrer os anticorpos que eu tinha pra pessoas ou eles não o julgaram como um corpo estranho. Tenho andado em parafios.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Casa Limpa (03)
Tenho cá esse aperto que vem e mastiga alguma coisa dentro de mim e eu me contorço em dúvidas porque os detalhes é que decidem o meu humor. A paixão que evito chamar de amor pela recência dos fatos me completa e me desmancha. Tomado por neuroses ameaço deitar o corpo da janela do segundo andar porque pontes ainda me metem medo e é ai que ele vem e me puxa de volta com a intenção de um beijo. Eu ando pelos parafios com os braços esticados vinte e quatro horas por dia. A insegurança da reciprocidade graças ao que anda na boca de todos - sobre gostar só de quem não gosta da gente e eu gostar desse cara.
domingo, 9 de dezembro de 2012
We Are Young
Eu remo na direção
da correnteza e vou indo nessa loucura fundamentada no encontro da pessoa
imperfeita perfeita. Levantar questões do amanhã isso me derruba, então não
irei mais pensar. Eu acredito que você não seja uma pessoa descartável e quero
levar isso. Guiar-se pela repentina intensidade de termos nossa própria música.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Revisitando histórias de outras noites
A fome demora e devora, vem e
come. Sei como funciona. Sei o que fazer. Resmungarei como se fosse de alguma
forma especial. Eu me lembro da gente se divertindo um no outro. Esqueço dos
momentos descartáveis, dos beijos plásticos e dos abraços que não eram
pirocópteros. Então não deixa não nos
deixe pra lá. Quando for tua a minha hora, chega e toma. Limpa e abriga... e há
briga que nos separa depois nos mata. Deixa-nos de novo frios. Em cantos
separados, um lá outro acolá. Já apaguei as luzes, agora vem. A porta esta
trancada, aproveita e se aproveita de mim. Estou te esperando. Se ajeita aqui
do meu lado. Contorcidos e amarrados nossos corpos fluorescentes acendem e
apagam, piscam, piscam, piscam. O que te falta agora? Vem e me dá a tua falta,
prometo te devolver nunca. Fica bem comigo. Madrugada desperta o calor e suas
palavras casadas com as minhas rolam um beijo e mais outro e outros mil. Pega
aqui toca aqui e agora me engole porque eu te compreendo.
sábado, 13 de outubro de 2012
Morfeu conhece os segredos de Moros
enquanto dormia
Estava sonhando
mas a gente nunca sonha só
Aqueles personagens e falas
Foram dias que vivemos
esta noite
os personagens estão a espera
fica nosso primeiro encontro marcado
para as dez e vinte e três ou perto disso
da manhã de sábado
nos encontraremos
em uma esquina especial
contar que sonhei com você há um tempo
e que não diga há muito tempo atrás.
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Ensino fundamental completo
Escolhi Juliana para me acompanhar nos passeios até a
praça e não reclamo das asneiras que ela fala em público porque já estive em
sua boca e sei da dificuldade em se achar moças que saibam fazer tamanho malabares
com a língua sem derramar uma gota no chão.
Prendada a sua maneira, sei que a menina não é perfeita, curte o próprio
status e prefere filmes dublados a legendados, mas não é um buraco que eu esteja
disposto a jogar fora. Um homem da minha posição precisa de um lugar para
guardar o pau e particularmente não tenho fetiche em foder com cérebros como fazem em algumas
igrejas.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
domingo, 13 de maio de 2012
Algumas dão pra casar, outras casam pra dar
Joana não tinha amor no seu coração por Roberto e
quando o padre fez a pergunta final ela correu até a janela do prédio e pulou
devagar o suficiente para que seu noivo a alcançasse e a deixasse dependurada
enquanto gritava por ajuda. Foi aquele motim de homem querendo ajudar e Joana
louca transtornada se agitava e gritava para que a soltassem.
Com a típica
covardia humana, por um instante, a mulher se arrependeu e pensou que podia
casar sem amor e um dia amanhecer, olhar para Roberto e se apaixonar. Um plano
perfeito, se ela não tivesse pressa – um dia demora muito, se for pra ser será
agora disse a si. Olhou pra cima e viu a cara de merda do Roberto assistindo
ela enquanto era agarrada pelas pernas por sabe lá quem e concluiu que uma moça
como ela que nascera para o sucesso não deveria se casar com uma merda de homem.
Voltou a debater-se e voo.
A mãe, ao ver a filha esticada no chão e com o
vestido branco sujo de sangue deu pra trás e desmaiou nos braços do padre que
já fazia a prece para que a suicida fosse perdoada pelos céus. O Roberto gritava
coisas sem sentido com a mesma cara de merda como se não entendesse o motivo
para tal. Enquanto todos lamentavam a tragédia que terminavam de ver, Joana
descolou do chão. Levantou, tirou a poeira do vestido e percebeu que sangrava. Saiu
caminhando até o outro lado da rua. Suspendeu a mão para o táxi que vinha e
partiu em direção a um hospital.
A zuada persistiu, até que a avó de Joana
retornou do banheiro com a mão envolta em um pedaço de papel higiênico e com as
saias no joelho perguntando a razão de tanta gritaria. Foi ai que mandaram a
velha ver com seus próprios olhos e se deram conta que a noiva já não estava no
chão. No hospital estancaram o sangue da Joana e a deixaram na enfermaria. A
mulher sorriu feito uma bruxa festejando sua escapada triunfal e assustando os
outros pacientes que não imaginavam motivo para tamanho gargalho senão a
loucura. Joana estava de fato louca, a queda não tirou sua vida, mas levou o
que lhe restava de juízo. Levantou da cama e começou a se exibir justificando a
cor do seu vestido. A essas horas ela não raciocinava que vestia uma bata
dessas de hospital com a bunda de fora e começou a rodopiar pelo hospital
enquanto cantava a marcha nupcial. Dr.Manoel, o psicólogo, fez questão de
cobrir a moça e a levar direto para o consultório onde a entrevistou e atestou
sua loucura.
Joana saiu orgulhosa, se dedicou toda sua vida ao dia do casamento
de forma a não ir pra faculdade, mas agora estava feliz por finalmente ter um certificado
mesmo sendo de loucura a única coisa que lhe importava é que agora já não era
mais uma Maria Ninguém era uma louca certificada por Dr.Manoel, o cavaleiro
loiro charmoso. Fugiu do hospital assim que saiu da sala, saiu correndo de
alegria para contar aos pais o fato que lhe sucedera. Quando chegou em casa os
pais não acreditavam no que viam. Joana foi logo abraçando os dois e dizendo
que estava tudo bem, contou sobre sua estadia no hospital e foi logo arrumando
as malas explicando que agora era formalmente louca e uma louca que se preze
merece viver em um hospício a sua altura.
A mãe deu o maior apoio e o pai deu um
carro pra ela não viajar com tanto peso de ônibus, Joana dirigiu sozinha até o
Recanto dos Loucos onde prontamente começou a exercer suas funções de louca. Em
poucos meses de loucura Joana já andava nua pelo recanto corrompendo enfermeiros
e deixando os loucos pirados, provando sua teoria de que nascera para o sucesso.
sábado, 31 de março de 2012
Manchado de vermelho
Escrevo-te em vermelho esta carta que nunca lhe verei ler. Como te conheci e de onde tu vieste permanecerá mistério, estava só e depois éramos.
Trocamos nossas almas com palavras e com o sexo nossos corpos, mas agora te afasta de mim. Desencarna meu espírito do teu corpo. Esquece meu sorriso que de leve te pesa e busca outro que não aqui.
O mundo fechou a porta para nós e agora eu fecho a porta pra ti. Põe pra fora da minha a tua vida. Encarrego-te de tudo, pois é tua a culpa do nosso amor. Se teus olhos falassem mais baixo e se teus traços não atraíssem os meus eu ainda seria. Seria qualquer outro qual não o de agora.
Pela divida que tu tens faça o que te pedi. Peço-te ainda que vá até a porta da frente e colha a ultima rosa, corta-te no espinho prova do teu sangue e sente o gosto de mim.
Vou de encontro agora a Lúcifer, porque o divino já me rejeitou. E despeço-me de ti apenas para que minha alma saiba que meu corpo partiu e que ela venha a mim e que tu tenhas de novo o que é teu e que hoje eu trago comigo. Toma nessa carta a tua liberdade, teu espírito e deixa de mim.
Esquece nossos bons momentos juntos e lembre-se de mim sendo surrado como um animal na calada da noite, culpadas nossas mãos então dadas. Lembre-se dos nossos gritos de socorro e da apatia das pessoas. Faça, e faça-o agora.
Vire-se em amargura e preserve a tua vida porque a minha eu já perdi. Reduzo meu sangue a tinta e termino pra ti esta carta.
Trocamos nossas almas com palavras e com o sexo nossos corpos, mas agora te afasta de mim. Desencarna meu espírito do teu corpo. Esquece meu sorriso que de leve te pesa e busca outro que não aqui.
O mundo fechou a porta para nós e agora eu fecho a porta pra ti. Põe pra fora da minha a tua vida. Encarrego-te de tudo, pois é tua a culpa do nosso amor. Se teus olhos falassem mais baixo e se teus traços não atraíssem os meus eu ainda seria. Seria qualquer outro qual não o de agora.
Pela divida que tu tens faça o que te pedi. Peço-te ainda que vá até a porta da frente e colha a ultima rosa, corta-te no espinho prova do teu sangue e sente o gosto de mim.
Vou de encontro agora a Lúcifer, porque o divino já me rejeitou. E despeço-me de ti apenas para que minha alma saiba que meu corpo partiu e que ela venha a mim e que tu tenhas de novo o que é teu e que hoje eu trago comigo. Toma nessa carta a tua liberdade, teu espírito e deixa de mim.
Esquece nossos bons momentos juntos e lembre-se de mim sendo surrado como um animal na calada da noite, culpadas nossas mãos então dadas. Lembre-se dos nossos gritos de socorro e da apatia das pessoas. Faça, e faça-o agora.
Vire-se em amargura e preserve a tua vida porque a minha eu já perdi. Reduzo meu sangue a tinta e termino pra ti esta carta.
quinta-feira, 15 de março de 2012
Traição
Quem é? É
você Paulo? Ficou no escritório até tarde mais uma vez? Fiquei. Jantar ta no
forno, eu vou ai esquentar. Não precisa Júlia, eu me ajeito. Tudo bem, mas não
demore. Queria contar a verdade pra ela, os reais motivos dos meus atrasos. Ela
sabe, ela não é boba. Os atrasos, os cheiros estranhos e a mudança de
comportamento. Nós já estivemos apaixonados, ela já foi meu mundo e já desejamos
mais que tudo criar nossos próprios filhos. Mas já passam dos dois anos de
casados e a Júlia ainda não pariu. Criamos ao longo desse tempo desculpas que
acredito terem nos salvo de uma desgraça maior do que a que vivemos hoje. Eu
não tenho mais perspectivas de uma vida feliz ao seu lado, prefiro outros tipos
de moça, o casamento caiu e Júlia faz vista grossa.
Paulo nós precisamos
conversar. Precisamos conversar Júlia. Acabou? Acabamos. E agora? Cada um para
seu lado. Eu não quero, eu não vou a lugar algum Paulo. Não insista mulher,
está acabado. Você não tinha o direito, eu tinha sonhos ao seu lado sabe Paulo,
no inicio eu não te amava de verdade eu apenas acreditava nas coisas de amor que você me dizia, suas
palavras me compraram e agora você me enxota como um brinquedo quebrado. Não
tem mais amor Julia, não tem como prosseguir. Eu te odeio Paulo, acabei com sua
vida assim como você com a minha. Não fale bobagens Júlia. Eu já previa, é
tarde demais. É tarde demais para nós, uma hora você vai entender. Eu entendo.
Boa noite Júlia. Adeus Paulo. O casamento falido o jantar envenenado a mulher
vingada.
domingo, 11 de março de 2012
Assim como as flores
Qual o seu problema bebê? Olha aquilo no horizonte, tá vendo? O sol. Ele tá indo embora. Ele volta só amanhã.
Quer uma flor? Eu alcanço e pego pra você. Toma, prende no cabelo. Isso. Dizem que quando você arranca uma flor você tá matando ela. Acredita? Sabe o que significa? Falava com um amigo sobre isso e conclui que estamos todos mortos. Você, eu, todo mundo. Somos um bando de defuntos em um último suspiro, assim como essa flor que tirei pra você.
Não entendeu? Os médicos, eles são como jardineiros assassinos quando cortam o cordão umbilical. Essa flor que te dei está morrendo, eu e você também só que mais devagar. Parece triste, não é?
O que você acha de colocarmos essa flor em um jarro de água? Assim ela vai morrer mais devagar.
Você sabe quem você é? Meu jarro. Então, por favor, conversa comigo e para de vazar senão eu fico sem água.
sábado, 3 de março de 2012
Estória de uma noite (06)
Já apaguei as luzes, agora vem. Coloquei a cortina que inventei pra você na janela e a porta esta trancada, aproveita e se aproveita de mim. Estou te esperando. Se ajeita aqui do meu lado.Contorcidos e amarrados nossos corpos fluorescentes acendem e apagam, piscam, piscam, piscam. O que te falta agora? Vem e me dá a tua falta, prometo te devolver nunca. Fica bem comigo.
Madrugada desperta o calor e suas palavras casadas com as minhas rolam um beijo e mais outro e outros mil. Pega aqui toca aqui e agora me engole porque eu te compreendo.
Não denuncio o furto. À noite torno ao ladrão e o ladrão me retorna. De repente juntos, em um metro quadrado. Postos lado a lado com as calças arriadas e a porta trancada.
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Casa Limpa (02)
Chegou e estive de repente feliz. No seu rosto trazia o meu sorriso e de vez em quando o levava consigo. Eu estava entregue, rendido e rasgado. Picotado em pedaços que se espalhavam e que o vento carregava pra sua casa.
Pousávamos de namorados para os amigos e a família não queria nem saber, tolice isso de amor entre dois rapazes. Seus fios estavam sempre em alguma camisa amarrotada ou em algum lençol cúmplice nosso. Eu não acreditava e meu amor me dizia desencana, pessoas felizes existem e agora somos nós.
Pousávamos de namorados para os amigos e a família não queria nem saber, tolice isso de amor entre dois rapazes. Seus fios estavam sempre em alguma camisa amarrotada ou em algum lençol cúmplice nosso. Eu não acreditava e meu amor me dizia desencana, pessoas felizes existem e agora somos nós.
"E as estrelas ainda vão nos mostrar
Que o amor não é inviável
Num mundo inacreditável
Dois homens apaixonados" (Cazuza / Roberto Frejat)
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Estória de uma noite (05)
A fome demora e devora, vem e come. Sei como funciona. Sei o que fazer. Cortar alguns pães, esfregar um tanto de manteiga e arranjar uma garrafa térmica que mantenha o café quente. O café esfria com o tempo. Ideal seria uma garrafa que nos coubesse dentro e que não esfriasse. Resmungarei como se fosse de alguma forma especial.
Eu me lembro da gente se divertindo um no outro. Esqueço dos momentos descartáveis, dos beijos plásticos e dos abraços que não eram pirocópteros. Então não deixa não nos deixe pra lá.
Quando for tua a minha hora, chega e toma. Limpa e abriga...e há briga que nos separa depois nos mata.
Deixa-nos de novo frios. Em cantos separados, um lá outro acolá.
terça-feira, 29 de novembro de 2011
domingo, 27 de novembro de 2011
Estória de uma noite (04)
Ele não lembra ao certo em que esquina se conheceram,
mas os faróis de Julia realmente deixavam seus olhos brilhando. Enquanto ela,
sentada, vidrava os outros apartamentos procurando algo de imoral na janela de
algum vizinho descuidado. O cigarro queimou seu dedo e Julia recobrou a si.
Percebeu que estava sendo observada por Paulo, que pelo bolso da calça
cutucava o membro enrijecido. Fez-se de boba e encenou uma falsa naturalidade que terminou os levando pra cama naquele fim de tarde de novembro.
Ele gozou horrores e Julia, insaciável, voltou a olhar as janelas.
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